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25/05/2021 16:59

Covid-19 em Manaus: conheça mais uma vida que conseguimos ajudar

Às vezes, infecções causadas pelo novo coronavírus chegam sem levantar suspeitas e evoluem rapidamente para casos graves. Foi o que aconteceu com a beneficiária amazonense Maria de Belém, de 68 anos, em janeiro deste ano. Para se ter uma ideia, no dia em que descobriu estar com a doença, Maria acordou bem pela manhã e foi à academia se exercitar, como de costume. Foi apenas na parte da tarde que a professora começou a sentir dores nas costas. Com a impressão de não ser nada grave, foi descansar. Ao acordar, percebeu que as dores se intensificaram e não conseguiu mais levantar da cama.

A beneficiária foi até o hospital com a ajuda dos familiares, onde descobriu já estar com 75% do pulmão comprometido pelo vírus. “Meus filhos ficaram muito preocupados, pois não havia leitos de internação disponíveis em Manaus. Então, eles procuraram imediatamente a Saúde Petrobras”, conta. Frente ao colapso do sistema de saúde, com as emergências do município fechadas, providenciamos excepcionalmente uma avaliação em casa por meio do Programa de Atenção Domiciliar (PAD), enquanto corríamos atrás de uma solução adequada às necessidades de saúde de Maria.

O apoio do PAD não seria o suficiente devido ao comprometimento pulmonar – o valor da glicemia de Maria ficava muito acima do recomendável ao receber as medicações. “O infectologista que veio me avaliar informou que eu precisava urgentemente de um leito. Dentro do apartamento eu não conseguiria responder ao tratamento porque meu nível de açúcar chegava a 400”, relembra.

Foi nesse momento que agimos novamente para dar todo o suporte à beneficiária. “Dentro de poucas horas, tínhamos conseguido uma UTI aérea, que me transferiu para Brasília. Eu estava muito mal, mas a assistência das equipes médicas foi fundamental. A eficiência e o apoio emocional desses profissionais foi o que fez com que eu vencesse esse caminho”, diz.

Ao pousar em Brasília, a beneficiária foi encaminhada para a unidade de tratamento intensivo do Hospital Águas Claras, onde não precisou de respirador. “Durante a internação, eu fiz exames de sangue todos os dias, sessões de fisioterapia pulmonar e também cuidaram muito bem da minha alimentação e higiene. As enfermeiras estavam sempre por perto”, comenta.

Maia ressalta a enorme gratidão por tudo o que fizeram pelo seu caso. “Levando em consideração a situação caótica do sistema de saúde brasileiro por causa da pandemia, eu fui muito bem atendida, recebi muita atenção, sorrisos e amor”, afirma.

Hoje, passados quatro meses do ocorrido, Maria se encontra fisicamente bem, embora ainda conviva com duas sequelas deixadas pela Covid-19. “Eu estou com perda de memória e queda de cabelos, mas tenho feito acompanhamento médico e tomado os remédios necessários. Já sinto melhoras!”, finaliza.

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