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20/10/2021 09:28

Câncer de mama: é possível vencer

Como forma de promover conscientização sobre o câncer de mama durante a campanha Outubro Rosa deste ano, a AMS Petrobras traz o depoimento de uma beneficiária que venceu a doença. Ela é Rachel da Penha Galiza, engenheira da Companhia e autora do blog Tudo Vai Bem Aqui no Peito. Em sua página, ela postava atualizações sobre seu estado de saúde, reflexões e aprendizados adquiridos ao longo do tratamento. Hoje, ela compartilha um pouco de sua história conosco. Confira a entrevista:

O que a levou a descobrir o câncer de mama e qual foi o caminho até o diagnóstico?

Eu descobri com o autoexame das mamas, que eu fazia regularmente. Ao apalpá-las, eu senti um caroço diferente. Eu sempre procurei trabalhar minha consciência corporal e, por conhecer o meu corpo, eu sabia que aquele carocinho não existia antes. Eu já tinha uma consulta agendada, mas consegui antecipar porque estava preocupada. Quando chegou o dia, a minha ginecologista, que também é mastologista, me avaliou e disse que precisaríamos investigar. Eu já sai de lá para fazer uma biópsia da mama. Depois fiz uma bateria de exames complementares para diagnosticar o nódulo e também dar uma olhada geral no corpo para verificar como estavam os outros órgãos.

Como foi e quanto tempo durou o tratamento?

Eu fui na consulta dia 06 de agosto de 2012 e operei um mês depois. A minha cirurgia durou 11 horas. Após 16 dias, eu tive uma embolia pulmonar decorrente da operação e fiquei uma semana na UTI. Em novembro eu comecei a quimioterapia, que acabou em março de 2013. Um ano depois da minha cirurgia, eu resolvi fazer uma intervenção preventiva na outra mama para ter mais tranquilidade. Em resumo, de setembro de 2012 até março de 2020, eu fiz cinco cirurgias (sendo três por motivos estéticos), seis sessões de quimioterapia e tomei duas medicações subsidiadas pela AMS por sete anos.

Como você avalia o suporte da AMS desde o diagnóstico até o fim do tratamento?

A descoberta de um câncer é um momento de lidar com muitas questões emocionais. Então, poder contar com o suporte de um plano de saúde como a AMS foi muito bom, pois tornou-se uma preocupação a menos. Graças a ele, eu pude fazer os meus exames nos melhores laboratórios, o que me garantiu resultados mais confiáveis para que os médicos pudessem fazer um diagnóstico mais preciso. Eu também pude fazer minha cirurgia em um dos melhores hospitais da cidade, além de ter meus medicamentos e todo o meu processo de quimioterapia subsidiados. Na continuidade do tratamento, eu tive de ir em uma clínica todo mês aplicar uma injeção e tomar um comprimido todos os dias. Eu não precisava ir à farmácia, pois recebia em casa as caixas do medicamento para três ou quatro meses, e a injeção também chegava na clínica. São medicações bastante caras, e contar com esse apoio nos diferencia de muitas pessoas que não têm essa possibilidade. Fora isso, na época em que tive a embolia pulmonar, médicos da AMS foram me visitar no hospital. Naquele momento, foi muito bom ver um médico da minha empresa, alguém conhecido. Eu me senti muito acolhida e cuidada.

Caso sinta-se à vontade, poderia dizer como foi todo o processo do ponto de vista emocional?

Eu sou engenheira e sempre fui uma pessoa muito prática, então comigo foi problema e solução. Eu procurei me cercar de tudo o que eu podia oferecer para mim, frutos do meu trabalho e dos benefícios que ele me deu. Eu fiz terapia, consultei uma nutricionista e contratei uma pessoa apenas para cuidar da minha alimentação. Eu também me cerquei de médicos de confiança. Além disso, eu não mirava no percurso, eu mirava em onde eu queria chegar. Do trajeto eu só trouxe o aprendizado e não a dor. Eu tinha as estruturas que eu precisava pra me suportar nos momentos mais difíceis. Essa foi a minha tática.

Gostaria de deixar alguma mensagem para as mulheres que estão enfrentando o câncer de mama?

A minha maior mensagem é sobre o autocuidado. É preciso se cuidar, se alimentar bem, fazer os exames regularmente, praticar exercícios físicos e conhecer o próprio corpo, que é fundamental. Também é importante saber que é possível vencer o câncer. Embora tivesse incertezas, eu sempre soube que podia fazer algo por mim. Então, eu busquei formas de me manter viva, saudável, alegre, confiante e com uma boa energia apesar da situação que eu estava passando. Eu acredito que nós também temos um papel nessa história: cumprir o que os médicos recomendam, buscar crescer e aprender com aquele momento. Quando a gente não deixa a nossa cabeça nos sabotar e a fazemos trabalhar a nosso favor, é possível vencer.

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