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27/09/2021 10:12

Bruxismo não tem nada a ver com bruxas, mas tem tudo a ver com estresse

Um dos diferenciais do nosso plano é a cobertura odontológica, que é para a gente sair por aí sorridente, com a saúde bucal também em dia. E essa cobertura pode vir bem a calhar nesses tempos em que as pessoas podem estar mais estressadas e ansiosas. Isso porque os transtornos emocionais são apenas alguns dos fatores que podem levar ao bruxismo.

Para explicar o que é esse tal de bruxismo, quais são as causas e como tratar, convidamos Paula Cachapuz, dentista do nosso time. Mas adiantamos para quem sempre lembra das bruxas ao ouvir esse termo: trata-se de uma evolução da expressão original em grego, brúkhein (ranger de dentes), sem relação alguma com a bruxaria. Dito isso, com a palavra, Paula:

“Se você acorda com dor na região da mandíbula e da cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo, que tem como característica o ranger e apertar involuntariamente os dentes. Além desses sinais, você também pode apresentar sonolência e cansaço, devido à má qualidade do sono, redução do fluxo salivar, dificuldade de abrir a boca e dentes quebrados.

Estudos mostram que a maioria das pessoas apresentarão bruxismo em alguma etapa da vida, mas somente 5% desenvolverão a doença clinicamente. Homens, mulheres e crianças podem apresentar bruxismo, mas não é algo frequente em idosos. Há duas classificações: bruxismo do sono, quando durante o repouso noturno e bruxismo em vigília, que ocorre durante o dia.

Muitas pessoas já passaram pela experiência de ouvir alguém rangendo os dentes enquanto dorme, o que normalmente é logo caracterizado como bruxismo, mas essa não é a única característica desse movimento involuntário e inconsciente que pode acontecer durante o sono ou até mesmo durante o dia, enquanto estamos acordados. Na maioria das vezes o diagnóstico é clínico, mas exames podem ser solicitados. Durante o exame clínico poderão ser observados mobilidade e desgaste dentário, além de comprometimento da gengiva e do osso que circunda o dente. A principal complicação do bruxismo não-tratado é a disfunção têmporo-mandibular (DTM), que compromete as articulações, os músculos da mastigação e estruturas associadas.

Até o momento as causas do bruxismo não foram totalmente esclarecidas, mas podem estar relacionadas ao estresse, dieta, qualidade do sono, genética, uso de determinados medicamentos, entre outros. Como o bruxismo até o momento não tem cura e sua causa é multifatorial, a estratégia terapêutica é eliminar fatores desencadeadores ou de risco com mudanças de hábito, instruções para a melhora do sono, postura corporal e o uso de placa como paliativo com proteção dos dentes. Normalmente cuidados multidisciplinares ajudam no controle do bruxismo como por exemplo: exercícios fisioterápicos, adoção de técnicas de relaxamento, cuidados psicológicos.

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Na infância há um período de instabilidade da mandíbula, em decorrência do desenvolvimento ósseo e da maturação neurológica. Caso o problema persista após os seis anos de idade, é indicado uma avaliação odontológica para detectar possíveis causas do bruxismo, por exemplo: má qualidade do sono, estresse (bullying) e problemas respiratórios (asma, rinite, sinusite, ronco).

O acompanhamento com o dentista é fundamental, sendo importante o envolvimento de uma equipe multidisciplinar composta por fonoaudiólogos, otorrinolaringologista, psicólogos e fisioterapeutas.

A melhor forma de prevenir o bruxismo é investir em técnicas de relaxamento, controlar o estresse, melhorar a qualidade do sono e tratar transtornos que possam colaborar com o problema como a ansiedade e depressão”.

Saiba mais sobre nossa cobertura odontológica.

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