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14/07/2022 08:00

5 fatos sobre a varíola dos macacos (monkeypox) que você precisa saber

Tempo de leitura: 6,5 minutos

Nessa notícia você verá sobre:

1. Por que a doença se chama monkeypox ou varíola dos macacos
2. Quantos casos já foram confirmados no Brasil e em que estados
3. Como a monkeypox é transmitida
4. Quais são os sintomas da monkeypox
5. Se há vacinas contra a monkeypox
6. Conteúdo em vídeo

Se no famoso filme de Hollywood os demais primatas derrotam os humanos e dominam o planeta, na vida real podemos ficar tranquilos que a situação é bem diferente: os animais não são os causadores da varíola dos macacos. E tampouco estão tramando uma conspiração maquiavélica contra nossa espécie, isso é apenas ficção.

Para esclarecer dúvidas sobre essa doença viral que toda hora é mencionada na mídia, reunimos 5 fatos sobre a varíola dos macacos:

1) Varíola dos macacos ou monkeypox: nomes diferentes para a mesma coisa

Como forma de evitar o estigma e maus-tratos aos animais, o Ministério da Saúde optou por não chamar a doença no Brasil de “varíola dos macacos”, escolhendo a denominação dada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), monkeypox. Mesmo significado, mas em inglês.

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Isso porque o surto atual que estamos vendo não tem relação alguma com os macacos: a transmissão está ocorrendo por meio do contato com uma pessoa infectada ou por materiais contaminados. A OMS diz que basta evitar o contato com animais doentes ou mortos, inclusive roedores, por precaução.

2) A maioria dos casos no Brasil, no momento, está concentrada nas regiões Sul e Sudeste

Dados do Ministério da Saúde revelam que, até o dia 05/07, foram confirmados 106 casos de monkeypox no Brasil, todos monitorados pelas equipes de vigilância em saúde. No mundo, já foram confirmados 6.154 casos em 53 países até essa data. A OMS estima a taxa mundial de letalidade em torno de 3 a 6%.

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3) Os cuidados que aprendemos com a Covid ajudam a prevenir a monkeypox

Assim como o (infelizmente) famoso coronavírus, o vírus da monkeypox também pode ser transmitido via gotículas respiratórias, mas (felizmente) esse tipo de transmissão costuma ocorrer somente em casos de contato mais próximo com a pessoa infectada. Na dúvida, melhor continuar evitando aglomerações por enquanto.

As características lesões que se formam na pele ou mucosa são outra forma de contágio, bem como objetos contaminados pelos fluidos corporais. Enquanto as feridas estiverem abertas, o vírus pode ser transmitido.

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É aqui que entram os cuidados: máscara e higienização adequada das mãos são poderosos aliados para prevenção e controle da monkeypox.

4) O principal sintoma - lesões na pele e mucosas - está se manifestando, em boa parte dos casos atuais, lá onde o sol não bate

Ou, em outras palavras, na região genital, embora também possam afetar qualquer parte do corpo. Outros sinais e sintomas que podem surgir são: febre, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular), dores nas costas, adenomegalia (aumento dos linfonodos do pescoço), calafrios e exaustão.

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E quais casos são considerados suspeitos? Além da presença de lesões na pele ou mucosas, é necessário ter passado por alguma situação de possível exposição ao vírus nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas, como viagens ou contato com quem possa estar com a doença ou positivou para monkeypox. Essa recomendação do Ministério da Saúde vale também para pessoas que tiveram relações sexuais com desconhecidos ou parceiros casuais, mesmo com uso de preservativo. Até mesmo roupas ou lençóis podem estar contaminados.

Em caso de suspeita da doença, é feito o isolamento do paciente durante o período com risco de contaminação, que costuma durar de 6 a 16 dias, podendo chegar a 21. Quem não tem sintomas, ainda que tenha tido contato, não precisa ficar isolado, segundo o Ministério da Saúde.

5) A boa notícia é que quem tomou a vacina da varíola “comum” está mais protegido da monkeypox

Segundo a OMS, a proteção cruzada que essa vacina oferece tem eficácia de 85% na prevenção da varíola do macaco. Por isso, quem foi vacinado contra a varíola na infância ainda mantém alguma proteção, lembrando que a monkeypox é menos contagiosa e gera menos casos graves em comparação com a prima mais famosa.

O Instituto Butantan criou um comitê científico para avaliar a produção de uma vacina específica contra a monkeypox.

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Para mais informações, consulte os sites da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, fontes que utilizamos para produzir esse conteúdo. Todos os dados foram coletados em 05/07/2022.

Prefere assistir a um vídeo?

Confira esse conteúdo produzido pelo Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz):

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