Portal do Beneficiário Área do Credenciado

17/06/2026 17:11

Tuberculose: o que é, como se transmite e como prevenir

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. Embora afete principalmente os pulmões (forma pulmonar), ela também pode ocorrer de forma extrapulmonar, atingindo outras partes do organismo, como ossos, meninges (membranas que envolvem e protegem o cérebro), rins, linfonodos e órgãos da cavidade abdominal.

Apesar de ser uma doença conhecida há muitos anos e de contar com tratamento eficaz e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tuberculose ainda representa um importante desafio para a saúde pública no Brasil e no mundo.

Neste artigo, vamos abordar as formas de transmissão, sintomas e tratamento de cada forma da doença, além de medidas preventivas para interrupção da cadeia de transmissão.

Leia sobre:

1. O cenário da tuberculose no Brasil
2. Como a tuberculose é transmitida
3. Principais sintomas da tuberculose
4. Como é feito o diagnóstico
5. Como funciona o tratamento
6. Como a tuberculose afeta outras partes do corpo
7. Como prevenir a tuberculose
8. Conte com o nosso plano para se cuidar
9. Autodeclaração de saúde
10. Referências bibliográficas

O cenário da tuberculose no Brasil

O Brasil está entre os países com maior carga de tuberculose no mundo. Em 2023, foram registrados mais de 80 mil novos casos da doença, com incidência aproximada de 38 casos por 100 mil habitantes. A tuberculose é mais frequente em populações vulneráveis, mas pode afetar pessoas de todas as classes sociais.

Atualmente, são registrados mais de 84 mil casos por ano no país, além de cerca de 6 mil óbitos anuais relacionados à doença.

Para acompanhar os dados atualizados sobre a tuberculose no Brasil, é possível consultar o Painel Tuberculose do Ministério da Saúde.

Como a tuberculose é transmitida

A transmissão da tuberculose pulmonar ocorre pela via respiratória. Quando uma pessoa com a doença ativa e sem tratamento tosse, espirra ou fala, ela libera no ar pequenas partículas contendo a bactéria. Ao respirar esse ar, outras pessoas podem se infectar.

Estima-se que uma pessoa com tuberculose pulmonar ou laríngea ativa, sem tratamento e eliminando bacilos no ambiente, possa infectar entre 10 e 15 pessoas ao longo de um ano.

O risco de transmissão é maior em ambientes fechados, com pouca ventilação e grande circulação de pessoas. Por isso, manter os ambientes ventilados e estar atento aos sinais da doença são medidas importantes para reduzir a disseminação da tuberculose.

Principais sintomas da tuberculose

imagens_tuberculose1.jpg

Na tuberculose pulmonar, a tosse é o principal sintoma e pode ser seca ou acompanhada de catarro, persistindo por mais de três semanas.

Além da tosse, outros sintomas frequentes incluem:

  • febre, geralmente no período da tarde;
  • suor noturno;
  • cansaço excessivo;
  • perda de peso sem causa aparente;
  • falta de disposição;
  • presença de sangue no escarro em alguns casos.

Diante desses sinais, é importante procurar avaliação médica para investigação adequada.

Importante: a forma pulmonar é a mais frequente e a principal responsável pela transmissão da tuberculose entre as pessoas.

Como é feito o diagnóstico

imagens_tuberculose8.jpg

O diagnóstico da tuberculose pode ser realizado por meio de exame de escarro, testes rápidos laboratoriais e radiografia de tórax. A identificação precoce da doença é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir a transmissão.

Entre os principais exames utilizados estão:

  • Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB);
  • Baciloscopia;
  • Cultura para micobactéria;
  • Teste de sensibilidade aos medicamentos utilizados no tratamento.

Nos casos de tuberculose extrapulmonar, o diagnóstico pode ser mais desafiador devido à menor quantidade de bactérias presentes nas lesões, situação conhecida como paucibacilar.

Dependendo do órgão afetado, podem ser necessários exames complementares, como biópsias ou procedimentos específicos, incluindo a punção lombar para coleta do líquido cefalorraquidiano (líquor).

Além de auxiliar na identificação dos casos, os exames laboratoriais também são importantes para acompanhar a evolução do tratamento e confirmar a cura da doença.

Como funciona o tratamento

imagens_tuberculose3.jpg

O tratamento da tuberculose é gratuito e está disponível exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na maioria dos casos, ele dura pelo menos seis meses e deve ser seguido corretamente até o final, mesmo quando os sintomas desaparecem antes desse período.

O esquema básico utiliza quatro medicamentos:

  • rifampicina;
  • isoniazida;
  • pirazinamida;
  • etambutol.

Em situações específicas, principalmente em alguns casos de tuberculose infantil sensível ao tratamento e sem gravidade, podem ser adotados esquemas terapêuticos diferenciados, conforme orientações do Ministério da Saúde.

A tuberculose tem cura quando o tratamento é realizado corretamente e até o final do período recomendado.

Por isso, é fundamental não interromper o uso dos medicamentos sem orientação médica. O abandono do tratamento aumenta o risco de agravamento da doença e favorece o surgimento de formas resistentes aos medicamentos, além de contribuir para a transmissão da bactéria a outras pessoas.

Como a tuberculose afeta outras partes do corpo

A tuberculose extrapulmonar ocorre quando a bactéria afeta órgãos fora dos pulmões. Essa forma da doença é mais comum em pessoas com HIV, crianças e indivíduos com comprometimento do sistema imunológico. A forma extrapulmonar representa aproximadamente 10% a 25% dos casos de tuberculose.

O diagnóstico geralmente é realizado por meio de exames laboratoriais, testes moleculares e, em alguns casos, biópsias. O tratamento segue o mesmo princípio da tuberculose pulmonar, utilizando antibióticos específicos por um período mínimo de seis meses.

Locais mais frequentemente afetados:

Tuberculose pleural: é a forma extrapulmonar mais comum em adultos e afeta a membrana que reveste os pulmões.

Tuberculose ganglionar: compromete os linfonodos e é especialmente frequente em pessoas com HIV ou outras condições que afetam o sistema imunológico.

Meningite tuberculosa: afeta o sistema nervoso central e é considerada uma das formas mais graves da doença.

Tuberculose óssea: pode atingir a coluna vertebral, sendo conhecida como Doença de Pott.

Outras formas: também podem ocorrer manifestações pericárdicas (na membrana que envolve o coração), renais, peritoneais (na membrana que reveste os órgãos do sistema digestório) e cutâneas.

Como prevenir a tuberculose

A prevenção da doença envolve um conjunto de medidas que ajudam a reduzir a transmissão e a proteger a população.

As principais recomendações incluem:

  • diagnóstico precoce dos casos;
  • realização adequada do tratamento;
  • manutenção de ambientes ventilados;
  • adoção da etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar;
  • vacinação com BCG na infância.

A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin), disponibilizada gratuitamente pelo SUS, protege principalmente contra as formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa.

Importante: a vacinação deve ser realizada ao nascer ou, no máximo, até os 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

Conte com o nosso plano para se cuidar

imagens_tuberculose5.jpg

Embora muitas pessoas associem a tuberculose a populações socialmente vulneráveis, a doença pode atingir indivíduos de qualquer classe social. Por isso, além da prevenção e do tratamento adequado, contar com acompanhamento profissional pode fazer toda a diferença na jornada de cuidado.

Por meio do Programa Cuidar | Atenção Primária, todo o nosso público beneficiário tem acesso a uma equipe multidisciplinar preparada para orientar sobre prevenção, esclarecer dúvidas e acompanhar o tratamento quando necessário, oferecendo suporte ao longo de toda a jornada de cuidado e recuperação.

Confira aqui como se inscrever.

Autodeclaração de saúde

Já fez a autodeclaração de saúde? A partir dela, conseguimos mapear riscos, entender suas necessidades e indicar os programas complementares de saúde mais adequados à sua jornada, sempre com foco no seu bem-estar.

Acesse o Portal do Beneficiário e clique no menu 'Programas Complementares' para responder ao seu questionário de autodeclaração. No app Saúde Petrobras, o acesso é por meio do Perfil (canto superior direito).

Ver todas as notícias
Whatsapp

Inscreva-se para receber notificações!