12/08/2026 10:53
ISTs: mais informação e prevenção e menos preconceito
As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são um importante problema de saúde pública em todo o mundo. Afetam milhões de pessoas todos os anos e podem trazer consequências graves quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente. O objetivo deste artigo é informar, de forma clara e acessível, os principais tipos de ISTs, seus agentes causadores, formas de transmissão, sinais e sintomas, tratamentos disponíveis e estratégias eficazes de prevenção. A prevenção é um ato de responsabilidade e amor, por isso precisamos desmistificar o tema.
Leia sobre:
1. O que são ISTs?
2. Dados epidemiológicos no Brasil e no mundo
3. Principais ISTs e agentes causadores
4. Sinais e sintomas
5. Formas de transmissão
6. Prevenção
7. Diagnóstico
8. Tratamento
9. Complicações
10. Autodeclaração de saúde
11. Referências bibliográficas
O que são ISTs?
As ISTs são doenças causadas por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, transmitidas principalmente por contato sexual (oral, vaginal, anal), sem o uso de preservativo externo ou interno. Outra via de transmissão é a vertical (da pessoa gestante, parturiente ou puérpera para o bebê), que pode ocorrer durante a gestação, o parto ou a amamentação, sendo esta última via especialmente relevante no caso de infecções por HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). A mudança da nomenclatura DST (Doença Sexualmente Transmissível) para IST (Infecção Sexualmente Transmissível) ocorreu, pois há casos em que a pessoa pode estar infectada e não apresentar manifestação da doença (infecção assintomática).
Dados epidemiológicos no Brasil e no mundo
No mundo, mais de 1 milhão de novas ISTs são adquiridas diariamente. No Brasil, observa-se aumento de casos, principalmente entre jovens, com destaque para sífilis e HIV.

Situação mundial
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS):
- Mais de 1 milhão de novas ISTs são adquiridas todos os dias no mundo.
- Estima-se que existam cerca de 374 milhões de novos casos anuais de quatro ISTs curáveis:
- Sífilis
- Gonorreia
- Clamídia
- Tricomoníase - Aproximadamente 39 milhões de pessoas vivem com HIV globalmente.
Situação no Brasil
De acordo com o Ministério da Saúde: - O Brasil registra aumento de casos de ISTs, especialmente entre jovens.
- Em 2023:
- Mais de 150 mil novos casos de sífilis adquirida
- Crescente incidência de sífilis congênita (bebês que nascem com a infecção)
- Cerca de 1 milhão de pessoas vivem com HIV - A infecção por HPV (Papilomavírus Humano) é altamente prevalente, especialmente em adultos jovens. O HPV é a principal causa de câncer de colo de útero em mulheres.
Principais ISTs e agentes causadores
Existem diversos tipos de infecções sexualmente transmissíveis, mas os exemplos mais conhecidos são:
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BACTERIANAS |
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VIRAIS - Herpes genital |
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PROTOZOÁRIOS - Tricomoníase |
Sinais e sintomas

Muitas ISTs são assintomáticas. Quando há sinais e sintomas presentes, podem incluir:
- Corrimentos (amarelados ou esverdeados dependendo do agente - gonorreia, clamídia, tricomoníase)
- Verrugas anogenitais (região anal e na região genital) – podem causar coceira ou irritações e geralmente estão associadas a infecção por HPV
- Aumento de ínguas (gânglios), principalmente nas regiões da virilha
- Feridas e outras lesões de pele, como manchas e bolhas
- Dor pélvica, dor ao urinar
- Dor durante a relação sexual – a doença inflamatória pélvica (DIP) é uma das causas de dor durante a relação
As manifestações ocorrem principalmente nas regiões genitais, mas podem se manifestar em outras regiões do corpo, como palmas das mãos, língua e olhos, dependendo da IST.
Importante: a ausência de sintomas não significa ausência da doença! Por isso, a testagem é importante mesmo na ausência de sintomas.
Além das ISTs que causam os sintomas descritos acima, não podemos esquecer as infecções por HIV, hepatites B e C causadas por vírus, com sinais e sintomas específicos.
A observação do corpo, por exemplo, durante a higiene pessoal, pode ajudar a identificar uma IST no estágio inicial. Na presença de qualquer sinal ou sintoma, é necessário procurar o serviço de saúde, independentemente de quando ocorreu a última relação sexual. Quando indicado, é fundamental avisar à(s) pessoa(s) parceira(s) sexual(is) para interromper a cadeia de transmissão e evitar se infectar novamente.
A educação sexual é fundamental para reduzir a transmissão e o preconceito.
Formas de transmissão
As ISTs podem ser transmitidas por:
- Relações sexuais sem preservativo (oral, vaginal ou anal)
- Contato com sangue contaminado
- Compartilhamento de objetos perfurocortantes (agulhas, seringas)
- Transmissão vertical (mãe para filho) – durante a gestação, parto ou aleitamento
Prevenção

A prevenção é a estratégia mais eficaz contra as ISTs.
Principais medidas:
✅ Uso de preservativo (masculino ou feminino) em todas as relações sexuais
✅ Testagem regular, especialmente em pessoas com vida sexual ativa
✅ Vacinação:
- HPV
- Hepatite B
✅ Redução do número de pessoas parceiras sexuais
✅ Não compartilhar objetos perfurocortantes
✅ Realizar pré-natal adequado (prevenção da transmissão vertical)
✅ Tratamento correto e simultâneo dos parceiros
O diagnóstico precoce permite tratamento adequado, reduz complicações e interrompe a transmissão.
Diagnóstico
As ISTs ocorrem com alta frequência na população e tem múltiplas apresentações clínicas. No que diz respeito ao diagnóstico das ISTs, a coleta da história clínica, a identificação dos fatores de risco e o exame físico são indispensáveis. Durante o exame físico, deve-se fazer, quando indicado, a coleta de material biológico para a realização de testes laboratoriais ou rápidos.
Tratamento

ISTs bacterianas são curáveis com antibióticos.
ISTs virais são controláveis com antivirais. O tratamento deve incluir parceiros.
Complicações
Podem incluir infertilidade, câncer (relacionados ao HPV), transmissão ao bebê, e quadros graves podem levar ao óbito.
Autodeclaração de saúde
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Referências bibliográficas
1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Sexually Transmitted Infections (STIs), 2023.
2. Ministério da Saúde (Brasil). Boletim Epidemiológico HIV/AIDS e ISTs, 2023.
3. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). STD Surveillance, 2023.
4. UNAIDS. Global HIV & AIDS Statistics, 2023.


